sexta-feira, 15 de maio de 2009

O manifesto das cotas

O manifesto das cotas
Por Juliana Borges

Após 120 anos da assinatura da Lei Áurea e ainda vivendo sob desigualdade racial, o Brasil está caminhando para se tornar uma nação onde habita uma maioria negra. Enquanto isto, ações afirmativas como a política de reservas de cotas para negros nas universidades provocam polêmica.
Em minha opinião esta polêmica é gerada pelo preconceito racial. Logo, as próprias universidades facilitam o ingresso dos negros em seus estabelecimentos, levando a entender que eles não conseguiriam seu sucesso por méritos próprios, sendo necessário o auxílio das entidades.
É bem verdade que em março de 2007, um grupo de estudantes da Faculdade UNB ateou fogo á porta de três apartamentos do alojamento universitário. o motivo: seus moradores eram negros vindos de países africanos.
Penso que ainda que em nosso país não sejam comum tais atos tão violentos, ele ainda consegue superar altos índices de discriminação, estando cada dia mais longe da propagada democracia racial.
Porém, em abril e maio, o Supremo Tribunal Federal recebeu dois manifestos - um contrário e outro favorável a adoção de critérios raciais na revisão de vagas das universidades. Os argumentos contra as cotas avaliam que esta medida inconstitucional acaba dividindo a nação brasileira. O que os críticos afirmam é que este sistema ocorre devido à má qualidade do ensino público e a concentração de renda independente da cor. Já os defensores alegam que estas medidas são necessárias para acelerar o processo de integração dos negros na sociedade.
Posso afirmar que nem sempre estas diferenças raciais são controláveis. a polêmica das cotas deixa divergentes opiniões. Creio que todas as pessoas, indiferente de cor e condições financeiras têm condições de adentrar numa universidade. É claro, que tudo depende dos esforços pessoais e da contribuição do governo em melhorar a educação no Brasil, ao invés de preocupar-se em gerar cotas para negros. Pois eles necessitam de estudo e não de facilidades.

Um comentário:

  1. realmente esta questão de cotas é algo q deveria ser repensado pois ao invés de ajudar o negro a se estabelecer na sociedade, denigre a imagem do negro. colocando ele como um ser humano incapaz de engressar em uma universidade por meritos próprios. creio que o cérebro de um individuo ñ se mede por sua raça,credo ou q seja seu sexo ... o que realmente importa é a capacidade de cada ser humano ñ se contentar com sua classe social e querer fazer o seu futuro independente de como ele seja !!!

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