A chamada Arte na Pele cada vez mais perde o estigma marginal que costumava caracterizá-la e está nos corpos de pessoas de várias idades e classes sociais.
“Tatuagem é uma questão de escolha quando você coloca na cabeça, não importa a dor que passe, a satisfação será perfeita” (frase dita pela Thaiani Campos, tatuadora da Klash Tatoo e Piercing)
Rebeldia, personalidade, história. Essas podem ser uma das poucas palavras que definam o significado da tatuagem. No contexto da sociedade contemporânea, o individualismo induz muitas pessoas a fazerem de sua pele o local do registro de idéias, valores ou da simples vaidade. Um dos mais conhecidos registros que se tem sobre as tatuagens é do capitão inglês James Cook, quando o mesmo tentava entrar em contato com os nativos do Taiti.
A prática da tatuagem também foi registrada entre os egípcios. Já no Brasil, diversas tribos indígenas traziam tatuagens pelo corpo.
Foram os marinheiros ingleses, por meio do contato com os polinésios que difundiram essa prática pelo mundo. A reprodução de feras do mar, caveiras e embarcações demonstravam as aventuras desses homens. Sendo os mesmos sujeitos de pouca condição financeira ou influência social que fizeram da tatuagem algo popular. Somente na segunda metade do século XX que a tatuagem incorporou os ideais da cultura ocidental. O seu tom contestatório ultrapassou barreiras tornando-se um símbolo de ousadia e personalidade.
Atualmente, motivações íntimas, delicadas e suaves também incorporaram o mundo das tatuagens. Deixando de ser um símbolo de marg
inalidade, e sim uma forma de expressão individual de arte e estética do corpo, a tatuagem não é mais como as de cadeias, e sim um desenho de traços mais finos e cores variadas. Homens e mulheres de mais idade hoje também tatuam seus corpos. Conforme cita Thaiani de Campos, filha do tatuador Lobão, da Klash tatoo e piercing, 70% do seu público são mulheres na faixa etária dos 20 aos 30 anos. “Isto ocorrre, pois, deixou de ser um item exclusivo de uma cultura jovem para tornar-se uma via de expressão da subjetividade.”
O que não mudou quase nada foi a técnica de aplicação de tinta na pele. Passados mais de 4 mil anos, ela ainda é feita por meio de agulhas que perfuram a derme. Apesar disso, é difícil encontrar quem nunca tenha pensado em fazer uma.

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